21 de nov. de 2015

Sobre ser livre


Sobre ser livre
Não sei quanto à você, mas sou uma pessoa complicada. Acordo todos os dias já pensando no que vai acontecer no dia seguinte e porque não fiz algo diferente no dia de ontem. Uma cabeça inundada em porquês que em 99% das vezes ou ficarão sem resposta alguma ou vão gerar outros em uma cadeia que nunca vai ter fim. E sabe o que é o pior? Apenas você pode responder cada um deles, por mais que não admita isso e que prefira que os outros façam (uma questão de necessidade afetiva).
Mas falando em necessidade afetiva, recentemente após mais uma desilusão com alguém que eu havia jurado ser o cara certo, me dei conta de que estava é fazendo uma bela burrada.
Não por dar tamanha importância a alguém que não devolveu o mesmo a mim, mas por delegar a mim mesma essa necessidade de ter alguém para ser feliz. E quantas pessoas sobrevivem todos os dias com essa filosofia e ideologia!
Descobri recentemente que posso amar meu corpo e cada imperfeição que tem nele. Cada estria que forma um caminho diferente, cada celulite que forma ondas como o mar embaixo dos dedos que passam por ela, a flacidez dos quilos perdidos que é deliciosa de apertar, meu cabelo cacheado que forma molas divertidíssimas de brincar, e etc, etc, etc.
E a parte mais bacana de me amar, foi descobrir que posso ser alguém totalmente diferente. Posso ser sensual, divertida, atrevida, discreta, tímida, e o que mais quiser. Porque é o meu corpo e me dou bem com ele. Aprendi a lidar!
Descobri na pele que aquela história de que “quando você começar a gostar de você, os outros vão gostar também” é a mais pura verdade (me recusava a creditar!). Se me permite a sinceridade, vivi e estou vivendo alguns dos momentos mais intensos e felizes da minha vida depois que passei a me respeitar, pois acima de pessoas que gostam de mim ou me amam, comecei a atrair pessoas que me fazem e me fizeram bem. Pessoas que me trouxeram luz e inclusive, algumas responsáveis por fazer com que me sinta tão mulher.
Notou que em momento nenhum citei um homem?
Não precisei de um.
Significa que não preciso? Não disse e nem digo isso.
Mas sei agora que meu mundo não gira em torno dos outros e sim em torno de um sistema solar próprio. E produzo meu próprio calor. Eu brilho por si só. Eu aqueço e emano esse calor. Eu acendo os corações e os desejos. Porque eu me amo e sou capaz disso e do que mais eu quiser.
Estou sim chateada por ter perdido um alguém. Mas esse alguém nunca chegou a ser meu... Não vou morrer hoje ou amanhã por isso, e muito menos minha vida precisa parar enquanto ele passa e eu fico.

Hoje, sendo quem sou, sou eu quem passo e me acompanhe quem quiser. 

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